A liberdade é preciosa. Só aqueles que viveram sua ausência podem constatar a dimensão dessa afirmação. Nas ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Portugal e em tantos outros países, o mundo pode verificar a força dos golpes contra a democracia, contra a vontade do povo e seu direito de decidir o próprio futuro.
Talvez a escuridão de tais lembranças tenham ajudado a ofuscar o mais recente desses golpes. Os hondurenhos disseram 'não'. E esse não ecoa pelas ruas do país. Nenhum outro país reconheceu o governo interino de Roberto Micheletti, o que significa um avanço para a história, uma prova de que o poder usurpado não será aceito como o fora no passado. Assim espero!
Embora a mídia não dê tanta importância, estamos diante de um fenômeno invertido e precioso. É comum ver o povo se manifestar depois de reencontrar-se com a democracia. Ver a festa para a realização das eleições, a alegria em poder depositar o voto. Menos comum é presenciar a manifestação para não perder tais direitos.
Distituído em uma tentativa de golpe que está com os dias contatos para concretizar seu fracasso, Manuel Zelaya continua a incentivar a população a lutar por seu retorno. Uma luta muito mais ampla pelo direito a liberdade, mas que pode custar vidas.
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