
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Copenhague virou Flopenhague
Do inglês, hope significa esperança e flop fiasco. Significados aplicados à COP 15, encerrada hoje, após duas semanas de muitos discursos e nenhum compromisso concreto e conjunto estabelecido pelos líderes mundiais.
Ao longo desses dias, meus olhos estiveram vidrados em Copenhague. Coberturas de revistas, notícias e mais notícias. Tentei ler o máximo possível e, não tenho dúvida, que continuarei lendo mais nos próximos dias. Em alguns momentos, tive a impressão de que os tão costumeiros deslizes de oratória dos presidentes eram mais visíveis do que o objetivo da reunião em si.
Desde o primeiro instante, o pessimismo dos ativistas de organizações ambientais espalhadas pelo mundo era visto por meio de diversas manifestações. Quisera que tais previsões estivessem erradas, mas não foi o que aconteceu. Ambientalistas, vocês estavam certos!
E por que será? Quando se fala em redução das taxas de CO2, entre outros gases responsáveis pelo Efeito Estufa, o primeiro questionamento feito pelas nações é "em quanto isso afetaria meu PIB?". Trocando em miúdos, a economia preocupa muito mais do que qualquer outro problema, mesmo que ele signifique o fim de tudo, mas muitos parecem não terem se dado conta disso. Pobre presidente das Maldivas! No ritmo das negociações, o arquipélogo virará história...
Vi Sarkozy bater os punhos na mesa, Africanos desistirem e tentarem mais uma vez e Lula se esforçando em abrir os olhos dos outros para a gravidade do problema. Simples discurso ou não, gostem ou não, o presidente do Brasil teve coragem para dizer o que fora apontado pela campanha do Greenpeace, "no amanhã poderemos ser cobrados por não termos feito nada para salvar a Terra enquanto ainda era possível fazer alguma coisa para cuidar dela".
Enquanto isso, Obama recebia seu prêmio Nobel da Paz, participava de suas reuniões, Hillary tentava mostrar o interesse do país pelo debate até que o presidente aparecesse, no último instante para, digamos, tentar fazer um milagre na prorrogação, ou pelo menos, dizer que tentou fazer sua parte.
Resumo dos debates em Copenhague
Em 2010, eles se reunirão novamente para a COP 16 no México... hope or flop?
Ao longo desses dias, meus olhos estiveram vidrados em Copenhague. Coberturas de revistas, notícias e mais notícias. Tentei ler o máximo possível e, não tenho dúvida, que continuarei lendo mais nos próximos dias. Em alguns momentos, tive a impressão de que os tão costumeiros deslizes de oratória dos presidentes eram mais visíveis do que o objetivo da reunião em si.
Desde o primeiro instante, o pessimismo dos ativistas de organizações ambientais espalhadas pelo mundo era visto por meio de diversas manifestações. Quisera que tais previsões estivessem erradas, mas não foi o que aconteceu. Ambientalistas, vocês estavam certos!
E por que será? Quando se fala em redução das taxas de CO2, entre outros gases responsáveis pelo Efeito Estufa, o primeiro questionamento feito pelas nações é "em quanto isso afetaria meu PIB?". Trocando em miúdos, a economia preocupa muito mais do que qualquer outro problema, mesmo que ele signifique o fim de tudo, mas muitos parecem não terem se dado conta disso. Pobre presidente das Maldivas! No ritmo das negociações, o arquipélogo virará história...
Vi Sarkozy bater os punhos na mesa, Africanos desistirem e tentarem mais uma vez e Lula se esforçando em abrir os olhos dos outros para a gravidade do problema. Simples discurso ou não, gostem ou não, o presidente do Brasil teve coragem para dizer o que fora apontado pela campanha do Greenpeace, "no amanhã poderemos ser cobrados por não termos feito nada para salvar a Terra enquanto ainda era possível fazer alguma coisa para cuidar dela".
Enquanto isso, Obama recebia seu prêmio Nobel da Paz, participava de suas reuniões, Hillary tentava mostrar o interesse do país pelo debate até que o presidente aparecesse, no último instante para, digamos, tentar fazer um milagre na prorrogação, ou pelo menos, dizer que tentou fazer sua parte.
Resumo dos debates em Copenhague
- Os pobres acusam os ricos
- Os ricos querem ajudar os pobres a diminuirem suas emissões de gases poluentes. Mas, como ficam as emissões dos países ricos?
- Os EUA acusam a China, que por sua vez, não se dá ao trabalho de revidar. Pra quê? Para garantir a vida da população mundial e reduzir meu lucro? Os EUA reduziram os deles?
Em 2010, eles se reunirão novamente para a COP 16 no México... hope or flop?
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Matéria publicada no Estadão
Sem dúvida, uma das melhores coisas que aconteceram comigo durante o ano de 2009. Participei da Semana Estado de Jornalismo, promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com o grupo Santander, e a matéria escrita por mim foi publicada na edição do dia 22 de setembro de 2009. Nada pode pagar a satisfação de ter uma matéria publicada. Saber que aquela iniciativa que tanto lhe ensinou poderá ensinar outros, é algo realmente gratificante pessoal e profissionalmente.
Segue a matéria e espero contar com seu comentário:
Óleo no lugar certo, Tietê menos poluído
O Estado de S. Paulo - 23/09/2009
É no município de Mogi das Cruzes, a 65 quilômetros de São Paulo, que se inicia o ciclo de poluição do Rio Tietê. Mas também ali, perto da nascente,é que surgiu um projeto para reduzir o impacto gerado pelo descarte indevido de óleo vegetal, oriundo de cozinhas comerciais e residências: o projeto Renove. A iniciativa, que transforma o resíduo em matéria-prima, é desenvolvida pela organização Bio-Bras com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), e foi implantada em março de 2008. O projeto já chegou a Suzano e atingirá, até o fim do ano, outros quatro municípios da região do Alto Tietê: Biritiba Mirim, Salesópolis, Poá e Ferraz de Vasconcelos.O excesso de óleo vegetal interfere no ecossistema aquático. Um litro de óleo polui até 10 quilômetros de camada de água, formando uma película que impede a passagem do oxigênio e mata plânctons, animais e vegetais microscópicos. Para César Lima, integrante do subcomitê da Bacia Hidrográfica Alto Tietê Cabeceiras, a iniciativa é promissora. Ele explica: ''O óleo impede a passagem do esgoto até os pontos desejados. Por isso, o projeto tem impacto positivo direto no sistema de coleta, evitando obstruções por gordura. Além disso, o rio recebe bem menos carga orgânica e consegue se recuperar mais depressa.''O Renove surgiu a partir de pesquisa da Bio-Bras sobre o impacto dos resíduos orgânicos lançados no Tietê. Em 2007, foi constatado que os 367.703 moradores de Mogi eram responsáveis pelo descarte de 45 mil litros de óleo por mês. A falta de conscientização ambiental fazia com que 95% do resíduo das residências e 70% dos estabelecimentos alimentícios tivessem o rio como destino. A pesquisa recebeu o prêmio Empreendedor Social da organização Ashoka-McKinsey.Donas de casa e comerciantes compõem o público-alvo do Renove, cujo objetivo é conscientizar as pessoas a não jogar óleo no ralo e que o sabão, em vez de ajudar, agrava o problema. ''Como a gordura já está saturada, quando é misturada a outros produtos, acaba prejudicando ainda mais'', esclarece a coordenadora do projeto, Priscila de Oliveira Rodrigues. É possível encontrar o posto de coleta em comércios, escolas, associações, igrejas e condomínios da cidade. O óleo é entregue em recipiente fechado e depositado no Eco-posto por meio de um galões. Os clientes do supermercado Shibata, na Vila Industrial, participam ativamente. ''Depois de seis meses, já não era preciso anunciar a coleta'', conta o gerente, Toshio Ikegawa. A prova disso é a explicação da cliente Nadir Oliveira Fernandes, que antes do Renove não sabia o que fazer com o óleo: ''Jogava no vaso sanitário, mas agora sei que estraga a água e separo para meu neto levar ao supermercado.''Em pouco mais de 17 meses, o Renove chegou a 10 mil residências e arrecadou mais de 26 mil toneladas do resíduo. Do Núcleo Ambiental Ilha Marabá, sede da Bio-Bras, em Mogi das Cruzes, o óleo é levado a São Paulo. Em seguida, passa por um processo e é encaminhado às indústrias de tinta para parede, massa para vidro, cola e óleo para lubrificar caldeiras. Em maior quantidade pode ser usado na produção de biodiesel. A organização pretende montar uma usina para combustível.
Segue a matéria e espero contar com seu comentário:
Óleo no lugar certo, Tietê menos poluído
O Estado de S. Paulo - 23/09/2009
É no município de Mogi das Cruzes, a 65 quilômetros de São Paulo, que se inicia o ciclo de poluição do Rio Tietê. Mas também ali, perto da nascente,é que surgiu um projeto para reduzir o impacto gerado pelo descarte indevido de óleo vegetal, oriundo de cozinhas comerciais e residências: o projeto Renove. A iniciativa, que transforma o resíduo em matéria-prima, é desenvolvida pela organização Bio-Bras com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), e foi implantada em março de 2008. O projeto já chegou a Suzano e atingirá, até o fim do ano, outros quatro municípios da região do Alto Tietê: Biritiba Mirim, Salesópolis, Poá e Ferraz de Vasconcelos.O excesso de óleo vegetal interfere no ecossistema aquático. Um litro de óleo polui até 10 quilômetros de camada de água, formando uma película que impede a passagem do oxigênio e mata plânctons, animais e vegetais microscópicos. Para César Lima, integrante do subcomitê da Bacia Hidrográfica Alto Tietê Cabeceiras, a iniciativa é promissora. Ele explica: ''O óleo impede a passagem do esgoto até os pontos desejados. Por isso, o projeto tem impacto positivo direto no sistema de coleta, evitando obstruções por gordura. Além disso, o rio recebe bem menos carga orgânica e consegue se recuperar mais depressa.''O Renove surgiu a partir de pesquisa da Bio-Bras sobre o impacto dos resíduos orgânicos lançados no Tietê. Em 2007, foi constatado que os 367.703 moradores de Mogi eram responsáveis pelo descarte de 45 mil litros de óleo por mês. A falta de conscientização ambiental fazia com que 95% do resíduo das residências e 70% dos estabelecimentos alimentícios tivessem o rio como destino. A pesquisa recebeu o prêmio Empreendedor Social da organização Ashoka-McKinsey.Donas de casa e comerciantes compõem o público-alvo do Renove, cujo objetivo é conscientizar as pessoas a não jogar óleo no ralo e que o sabão, em vez de ajudar, agrava o problema. ''Como a gordura já está saturada, quando é misturada a outros produtos, acaba prejudicando ainda mais'', esclarece a coordenadora do projeto, Priscila de Oliveira Rodrigues. É possível encontrar o posto de coleta em comércios, escolas, associações, igrejas e condomínios da cidade. O óleo é entregue em recipiente fechado e depositado no Eco-posto por meio de um galões. Os clientes do supermercado Shibata, na Vila Industrial, participam ativamente. ''Depois de seis meses, já não era preciso anunciar a coleta'', conta o gerente, Toshio Ikegawa. A prova disso é a explicação da cliente Nadir Oliveira Fernandes, que antes do Renove não sabia o que fazer com o óleo: ''Jogava no vaso sanitário, mas agora sei que estraga a água e separo para meu neto levar ao supermercado.''Em pouco mais de 17 meses, o Renove chegou a 10 mil residências e arrecadou mais de 26 mil toneladas do resíduo. Do Núcleo Ambiental Ilha Marabá, sede da Bio-Bras, em Mogi das Cruzes, o óleo é levado a São Paulo. Em seguida, passa por um processo e é encaminhado às indústrias de tinta para parede, massa para vidro, cola e óleo para lubrificar caldeiras. Em maior quantidade pode ser usado na produção de biodiesel. A organização pretende montar uma usina para combustível.
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