segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A História pode mudar

Irônico, mas o último post que desse blog, há mais de um mês, é justamente sobre o caso mais recente de pizza brasileira... seria engraçado, se não fosse trágico!
Duro constatar que nada mudou, e não apenas no caso Sarney, mas os hondurenhos ainda convivem com seu 'governo interino'. A impunidade é o câncer dos tempos modernos. Aos poucos, destrói a esperança de que algo possa ser modificado, gera o desinteresse da sociedade, que de tanto verificar cenas como estas, passou a ignorá-las. Mas para aqueles que teimam em acreditar que algo possa ser diferente, outros exemplos também surgiram nesse mesmo período:

Museu da corrupção


No dia 18 de agosto, estudantes de Direito da Universidade de São Paulo (USP) realizaram manifestação contra a corrupção, destribuiram pizzas batizadas com os nomes dos envolvidos em diferentes escândalos e abriram a exposição do Museu da Corrupção (Muco), no Pátio das Arcadas, no campus universitário do Largo São Francisco, região central da capital paulista. Tudo para que a população não esqueça, mas cobre dos políticos o papel que têm por obrigação desempenhar.
O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, apoia a iniciativa. "A única forma de direito à liberdade é por meio da participação. Criticar por criticar é fácil. A intenção da associação é que a sociedade entenda que só ela é que muda o curso da história.”
Os estudantes elaboraram manifesto contra a corrupção, que pode ser acessado no endereço:
www.petitiononline.com/xisenado. O documento será encaminhado ao Congresso Nacional e destaca que a reincidência de escândalos faz com que a arte da política, vista com admiração desde a cultura grega, seja encarada como algo digno de escárnio. “Escândalos como esses, tão recorrentes no cotidiano político brasileiro, nada mais são do que um reflexo de um vício estrutural que se arrasta por toda a formação histórica do país." O texto aponta distorções do jogo democrático que favorecem "o pequeno grupo que se apoderou da máquina pública" e lembra que voltaram à atualidade "genuínas expressões de um passado coronelista", como nepotismo, apropriação de recursos públicos e negociação de cargos.


Para conhecer e não esquecer a história da corrupção no país, visite o acervo do museu da Corrupção: http://www.muco.com.br/





Cartão vermelho

Se os escândalos do Senado brasileiro causam vergonha, a atuação dos membros da Casa que insistem em defender a ética e o voto de confiança do povo causam orgulho. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), cobrado pelos eleitores sobre o desfecho dado ao caso Sarney, passou também a cobrar. Para o presidente da Casa, a atitude causou estranheza. Mudaremos as manchetes para: Sarney o injustiçado!
A postura de Suplicy, ao contestar Sarney e, no dia seguinte, levantar o cartão vermelho contra o presidente do Senado, pode ter sido criticada, mas dificilmente será esquecida por aqueles que acreditam que algo possa ser diferente, grupo de sonhadores no qual me incluo.

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