
Quando o conflito em Honduras teve início no mês de julho, particularmente, não esperava que a novela se estenderia por tanto tempo. Mas apesar de não ter sido reconhecido, o governo 'interino' de Honduras permaneceu, e todas as tentativas anunciadas de retorno do presidente deposto Manuel Zelaya, acabaram em frustração. Até que ele resolveu não anunciar mais nada! Então cá estamos, com um Zelaya abrigado desde 21 de setembro na embaixada brasileira, fazendo do local seu escritório político, dando ordens a sua equipe e aguardando posicionamento internacional sobre o caso. Micheletti se recusa a ceder. Enquanto isso, o povo aguarda, em clima de tensão, o resultado do impasse. Até quando? talvez a resposta venha na próxima terça-feira... vamos aguardar.

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m Honduras03/10/2009 - 22h53
Micheletti e Zelaya falam em diálogo, mas não cedem em disputa por Presidência
da Folha Online
Micheletti e Zelaya falam em diálogo, mas não cedem em disputa por Presidência
da Folha Online
Neste sábado, os presidentes interino, Roberto Micheletti, e deposto, Manuel Zelaya, renovaram as ofertas de diálogo por uma solução à crise política em Honduras, mas recusaram ceder na questão central --a restituição de Zelaya ao poder.
Após revelar reunião secreta com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, Micheletti disse que a "tranquilidade está voltando", mas que não discutiu o retorno de Zelaya ao poder --exigência da OEA e da comunidade internacional.
Da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado desde 21 de setembro, quando voltou clandestinamente ao país, Zelaya propôs neste sábado uma agenda de três pontos para iniciar o diálogo na próxima semana --e que inclui sua restituição imediata.
A única saída para a crise política de Honduras é a volta ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya, insistiu neste sábado um de seus principais assessores, poucos dias antes da chegada de uma missão da OEA com objetivo de recomeçar as estancadas negociações.
Carlos Eduardo Reina, um dos principais assessores de Zelaya, afirmou em entrevista à rádio local HRN, que o diálogo teria que estar baseado no Acordo de San José, proposta do mediador da crise, o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que prevê a restituição de Zelaya sob um governo de coalizão.
"Se o regime aceita esta agenda, nós a aceitamos já e podemos iniciar imediatamente, na segunda ou na terça, o diálogo", disse Reina, de dentro da embaixada do Brasil.
Reina, citado pela agência Efe, disse que o presidente deposto está disposto a discutir algumas modificações no Acordo de San José, embora não tenha precisado quais seriam.
"O primeiro ponto é a aprovação e assinatura do Acordo de San José; o segundo, as mudanças que possam ser feitas no acordo do presidente Arias, e o terceiro, que seja cumprido com fiadores nacionais e internacionais", disse Reina.
Segundo Reina, Zelaya aceita modificações no Acordo de San José, porque o cenário que havia quando propôs seu plano, em meados de julho, era diferente do atual.
Diálogo
Já Micheletti revelou que conversou recentemente com Insulza sobre um diálogo. "Esperamos que possamos ter a certeza de que o diálogo vai resolver o problema. Já nos reunimos com membros da OEA tocando este mesmo assunto", afirmou.
Segundo o presidente interino, durante a reunião se falou "de absolutamente tudo", sem tocar, contudo, na restituição de Zelaya ao governo, como pede a comunidade internacional e a OEA.
Micheletti citou entre os temas da conversa o Acordo de San José e "as dificuldades que tiveram com a chegada do senhor Zelaya" em Honduras.
Foi "uma quantidade de temas que enfocamos, foi geral, foi uma agradável conversa" na qual se abordou o diálogo para resolver a crise, disse Micheletti. "Terminamos buscando a forma que possamos satisfazer todos os hondurenhos", especificou.
"Por isso digo que a tranquilidade está voltando ao país e isso nos alegra", acrescentou Micheletti.
Insulza confirmou neste sábado que teve uma reunião em segredo com Micheletti e disse que o objetivo do encontro foi promover o diálogo para resolver a crise.
O encontro, que aconteceu na terça-feira passada (29) em uma base militar dos Estados Unidos a 70 km ao norte da capital hondurenha, Tegucigalpa "teve por objetivo promover um diálogo entre as partes em conflito a fim de restabelecer a democracia e a ordem constitucional em Honduras", afirmou Insulza, em um comunicado em Washington (EUA).
Insulza deve voltar ao país no próximo dia 7 de outubro em uma missão de chanceleres da OEA em mais um esforço da comunidade internacional para mediar a crise, que, desde a volta de Zelaya ao país, em 21 de setembro passado, não avançou para um diálogo.
Antes da missão de chanceleres, chegou um grupo técnico da OEA que se encarregará de preparar a reunião dos chanceleres com diferentes setores sociais do país.
Segundo Insulza, a reunião faz parte da "estrita observância do mandato entregue pela Assembleia Geral da OEA em 4 de julho passado para tentar resolver a crise".
Insulza pretendia voltar a Honduras no dia posterior à volta de Zelaya. Sua visita foi adiada, contudo, pelo fechamento dos aeroportos.
A OEA exige a restituição de Zelaya, o que Micheletti considera impossível. O presidente interino critica ainda o chileno Insulza por ser parcial na mediação da crise e já vetou uma missão anterior do órgão, em agosto, pela presença do secretário-geral --que teve que participar apenas como observador.
Já Micheletti revelou que conversou recentemente com Insulza sobre um diálogo. "Esperamos que possamos ter a certeza de que o diálogo vai resolver o problema. Já nos reunimos com membros da OEA tocando este mesmo assunto", afirmou.
Segundo o presidente interino, durante a reunião se falou "de absolutamente tudo", sem tocar, contudo, na restituição de Zelaya ao governo, como pede a comunidade internacional e a OEA.
Micheletti citou entre os temas da conversa o Acordo de San José e "as dificuldades que tiveram com a chegada do senhor Zelaya" em Honduras.
Foi "uma quantidade de temas que enfocamos, foi geral, foi uma agradável conversa" na qual se abordou o diálogo para resolver a crise, disse Micheletti. "Terminamos buscando a forma que possamos satisfazer todos os hondurenhos", especificou.
"Por isso digo que a tranquilidade está voltando ao país e isso nos alegra", acrescentou Micheletti.
Insulza confirmou neste sábado que teve uma reunião em segredo com Micheletti e disse que o objetivo do encontro foi promover o diálogo para resolver a crise.
O encontro, que aconteceu na terça-feira passada (29) em uma base militar dos Estados Unidos a 70 km ao norte da capital hondurenha, Tegucigalpa "teve por objetivo promover um diálogo entre as partes em conflito a fim de restabelecer a democracia e a ordem constitucional em Honduras", afirmou Insulza, em um comunicado em Washington (EUA).
Insulza deve voltar ao país no próximo dia 7 de outubro em uma missão de chanceleres da OEA em mais um esforço da comunidade internacional para mediar a crise, que, desde a volta de Zelaya ao país, em 21 de setembro passado, não avançou para um diálogo.
Antes da missão de chanceleres, chegou um grupo técnico da OEA que se encarregará de preparar a reunião dos chanceleres com diferentes setores sociais do país.
Segundo Insulza, a reunião faz parte da "estrita observância do mandato entregue pela Assembleia Geral da OEA em 4 de julho passado para tentar resolver a crise".
Insulza pretendia voltar a Honduras no dia posterior à volta de Zelaya. Sua visita foi adiada, contudo, pelo fechamento dos aeroportos.
A OEA exige a restituição de Zelaya, o que Micheletti considera impossível. O presidente interino critica ainda o chileno Insulza por ser parcial na mediação da crise e já vetou uma missão anterior do órgão, em agosto, pela presença do secretário-geral --que teve que participar apenas como observador.
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