Sucessivas denúncias de corrupção, com elevação dos salários dos senadores, por meio de atos secretos, têm colocado a Casa no centro dos debates nas últimas semanas. Enquanto alguns membros pedem ampla reforma e a punição para os envolvidos, o presidente José Sarney (PMDB-AP) reafirma que não acobertará ninguém. Ao mesmo tempo, Sarney demonstra certo descontentamento pelo papel que é obrigado a assumir diante da crise da Instituição. "Eu julguei que, quando fui eleito presidente, era para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a procurar a dispensa ou limpar o lixo das cozinhas da Casa".
Infelizmente, o lixo do Senado deixou a cozinha há muito tempo.
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