terça-feira, 23 de junho de 2009

Roda Viva entrevista ministro Celso Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participou segunda-feira do programa Roda Vida. Sabatinado por diversos jornalistas, Amorim respondeu diversas questões sobre o cenário global. A cautela pode ser destacada no posicionamento adotado pelo Brasil nas relações internacionais.
Sobre o conflito gerado pela suposta fraude nas eleições iranianas, que tem gerado revolta e manifestações entre partidários da oposição e já deixou 20 mortos, o ministro afirmou que não cabe ao Brasil fazer julgamentos e que estes devem ser feitos pelo povo, mas que o conflito deixa claro que a sociedade iraniana é crítica e dinâmica.
Sobre Cuba, respondeu que o Brasil não quer ser o intermediador entre o país e os EUA, mas que está disposto a colaborar no que puder e que não se surpreendeu com o não retorno de Cuba à Organização dos Estados Americanos. Agradeceu a menção da jornalista da Folha, Claudia Antunes, sobre o fato do país ter aumentado sua representatividade no cenário internacional nos últimos anos.
A postura do Brasil é de engajamento, defendendo interesses próprios e de países mais pobres. O que interessa é estabelecer o diálogo, pois só assim será possível contribuir para solucionar conflitos humanitários, que envolvem interesses geopolíticos das nações e que não podem ser ignorados. "Não somos portadores de uma superioridade moral sobre outros países", afirmou.

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